segunda-feira, 22 de setembro de 2008

Viena e as modernidades

Ano passado tive várias experiências que se articulam em representações em torno da cidade de Viena. Despretensiosamente caminhei por suas ruas, fui à casa de Freud, ouvi música, entrei em museus. O concreto todo daqueles edifícios do século XVIII me surpreendeu logo de cara. As pessoas contrastando com aquele cenário surpreenderam-me mais.
A arquitetura me deixou tão embasbacada e com os olhos cheios de beleza, que julguei que deveria escolher um bom vestido, em corte clássico, para caminhar por aquelas ruas. Fiz isso e também deixava de almoçar para poder pagar um café com um pedaço de torta nas cafeterias mais chiques e antigas da cidade. Que estranho o efeito que a cidade teve sobre mim.
Ao mesmo tempo, via nas ruas pessoas simples e pobres, em geral imigrantes. Nas estações de trem e metrô, via pixações e depredações em contraste com sua modernização tecnológica.
Nos arredores do "museumsquartier", havia gente moderna, pós-moderna, aliás. Gente leve.

"concreto", "clássico", "pobres", "leve"

e agora, que cidade é Viena?

(continua)

sexta-feira, 19 de setembro de 2008

sexta-feira, 5 de setembro de 2008

No último domingo fui ao "Marrocos". "Bar de velho", pensei. De fato, havia muitos "velhos". Havia também música, samba, e amor. Casais apaixonados. Velhos casais, possivelmente formados há anos, num amor que só soube fluir mais com o passar do tempo. E achei aquilo bonito. E vendo aqueles jovens senhores aproveitar seu tempo, tranquilos mesmo sendo tarde e sendo domingo, cantando maravilhosamente, dançando... me deu vontade de ser logo mais velhinha. Sentia-me feliz ali e tinha a nítida certeza de que o tempo que me espera será bom. Acho que será meu tempo...

segunda-feira, 1 de setembro de 2008

Artigo

link para meu "artigo completo publicado em periódico":
http://www.fundamentalpsychopathology.org/journal/v4-n1/4-8.pdf

palavras-chave: melancolia, psicanálise, existencialismo